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domingo, 8 de fevereiro de 2009

Corrupções

Na rubrica A talhe de foice da última edição do jornal Avante! Henrique Custódio chama a atenção para alguns factos acerca da corrupção política em Portugal. Vale a pena ler. Os trechos a negrito foram destacados por mim.

"O editorial do Diário de Notícias do passado domingo, divagando sobre corrupção nacional, determinava logo à cabeça que «todos os partidos com responsabilidades governativas - seja ao nível central, ao nível regional ou das autarquias locais - , não têm razões para se considerar imaculados». Posto isto espraiava-se pelos «inúmeros casos de nomeações ou adjudicações com carácter duvidoso» ocorridos «em período de gestão» governamental, exemplificando com «o tristemente célebre Freeport» (governo Guterres), «a adjudicação do SIRESP», as decisões «acerca do Casino de Lisboa» ou o abate de sobreiros em Benavente do «caso Portucale» (Governo Santana Lopes/Paulo Portas).
É notório que o editorialista, querendo centrar-se nas irregularidades e corrupções ocorridas nos curtos períodos de gestão nas mudanças de Governo, fez igualmente questão de envolver todos os partidos nas suas suspeições, ao pormenorizar que as tais «responsabilidades governativas» envolviam os níveis central, regional e autárquico, ou seja a totalidade dos escalões do poder público em Portugal, onde todos participam aqui ou ali. E onde, segundo o articulista, ninguém tem razões para se «considerar imaculado».
Quem não tem «razões» - nem razão - é, notoriamente, o articulista, pois há um partido português a quem, em 34 anos de democracia, ninguém conseguiu apontar um único acto de corrupção ou aproveitamento ilícito no exercício do poder: é o Partido Comunista Português.
Isto, qualquer jornalista o sabe, e de ciência certa, pois se há «furo» jornalístico apetecível e procurado nesta via de assolamento capitalista... seria a descoberta de uma tranquibérnia praticada por comunistas. Concedemos que o editorialista do DN não há-de ser excepção, no conhecimento deste facto corriqueiro.
Um facto, aliás, concreto e mensurável, pois há mais de 30 anos que os comunistas governam dezenas de concelhos, com vários dos mais populosos do País, gerindo obras e interesses públicos de muitos milhões de euros e nem uma única vez
uma gestão comunista foi envolvida ou, sequer, suspeita de alguma ilicitude ou os seus eleitos arrastados nas escandaleiras que pululam nos outros partidos.
Por outro lado, os detentores das maiores fatias do poder autárquico, o PS e o PSD, são os grandes utentes dos casos nebulosos ou abertamente ilegais, como espelham os exemplos paradigmáticos - porque levados a tribunal - ocorridos com Júlio Santos (PS) em Celorico da Beira, Abílio Curto (PS) na Guarda, Fátima Felgueiras (PS) em Felgueiras, Valentim Loureiro (PSD) em Gondomar ou Isaltino Morais (PSD) em Oeiras. E nem um minúsculo partido autárquico como o CDS/PP escapou ao escândalo de Ferreira Torres, em Marco de Canaveses.
A corrupção parece generalizar-se quando subimos ao poder central, tamanhos são o bolo e a discricionariedade de quem o reparte. Daí a facilidade das teorias tipo «é tudo corrupto».
É claro que se esquece deliberadamente que são o PS e o PSD (com ou sem muleta do CDS) que há 32 anos consecutivos governam hegemonicamente o País, cabendo aos três, e em exclusivo, as responsabilidades e os epítetos na corrupção governativa. Tal como nunca se lembra que o PCP é, comprovadamente, o partido que tem as mãos limpas.
Não é que estes editorialistas encartados não saibam isto tudo. Sabem-no e de ginjeira. Quem lhes paga é que não quer o País a tomar consciência da coisa..."

sábado, 29 de novembro de 2008

Assim se vê...

O Diário de Notícias publica hoje uma reportagem sobre o PCP. Ao contrário daquilo que acontece, quase sempre, com este jornal nos últimos anos, esta reportagem reflecte a realidade do Partido. E para ilustrar a superioridade, a todos os títulos, deste partido comunista português, os jornalistas visistaram os Centros de Trabalho do Seixal e da Amora do PCP. Vale a pena ler aqui a reportagem do DN, mas ainda assim gostava de destacar esta frase: "A questão da não construção do novo hospital e o encerramento de dois serviços de atendimento permanente (SAP) - Corroios e Seixal - originaram protestos das populações, com o PCP a ter um papel de intervenção social. Destacam, ainda, o papel activo das comissões de utentes dos serviços de saúde, que possibilitaram um trabalho conjunto, que se traduziu, designadamente, num abaixo-assinado de 65 mil pessoas a exigir o novo hospital para o Seixal, e um outro de cerca de 40 mil pessoas em protesto contra o encerramento do SAP."

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Trabalho, Honestidade e Competência

Em 2007 a Câmara Municipal do Seixal teve como receitas de impostos 20 294 000 euros, em 2008 o valor será sensivelmente de 19 730 000 euros, ou seja existiu uma diminuição dos impostos, para isso contribuiu a Derrama onde se verificou uma diminuição superior a 2 000 000 de euros, o que foi um claro incentivo do município à actividade económica. Não será demais referir que numa altura de dificuldades na economia portuguesa a Câmara Municipal do Seixal poderá ter uma receita proveniente de impostos inferior em relação ao ano anterior.

Sabendo das dificuldades que atravessam a grande maioria dos portugueses a Câmara Municipal do Seixal irá reduzir em 20% o IMI para os prédios já avaliados, já em 2009, o que irá significar mais uma redução de receitas do município, será uma redução de mais de um milhão de euros demonstrando uma vez mais ao contrário do que tem feito o governo do PS. O executivo da CDU na Câmara Municipal do Seixal, demonstra que é possível reduzir impostos, sem por em causa investimento publico, sem por em causa a prestação de serviços públicos à população, sem por em causa o apoio fundamental ao movimento associativo, sem por em causa uma actividade cultural intensa, de qualidade e acessível à população e também sem por em causa a valorização dos trabalhadores da Câmara Municipal do Seixal.

O que fez o executivo municipal é o contrário do que tem feito o governo do PS, que de ano para ano tem aumentado as receitas ficais, penalizando os portugueses cada vez mais e ao mesmo tempo que crescem as receitas para o governo, diminuem os serviços prestados à população. Aqui no Concelho do Seixal sentimos na pele o fecho de serviços de saúde ou o encerramento de uma escola, mas todos assistimos ao encerramento de hospitais, tribunais, escolas, à diminuição da comparticipação do estado em medicamentos, ao aumento progressivo das taxas moderadoras, à criação de novas taxas moderadoras, o inexistente apoio do estado a quem promove a actividade desportiva, a também inexistente actividade cultural e também os trabalhadores da administração pública sentiram bem o desprezo com que o governo do PS os trata.

Não será demais verificar que a receita fiscal em 2005 era de 30.283.000.000 de euros e para 2009 o governo prevê uma receita fiscal de 37.033.000.000 de euros. Este esforço da população não teve reflexo numa melhoria da qualidade de vida, nem no crescimento da economia, bem pelo contrário, como o sentimos diariamente.

Quando vemos alguns dirigentes do PS no Seixal, a dizer que os impostos no Seixal, ainda deveriam descer mais, não passa de pura demagogia, pois essa não é a sua politica como podemos ver, risível mesmo é vê-los fingir alguma preocupação com os trabalhadores da autarquia.




Um pequeno aparte, o ano passado sensivelmente por esta altura, o senhor vereador Samuel Cruz acusava-me de fazer futurologia acerca dos impostos municiais quando afirmei que a Câmara Municipal do Seixal iria receber menos em impostos, uma vez mais o tempo acabou por demonstrar que o senhor vereador não tinha razão.